Poucos esperavam, mas a final da Libertadores da
América de 2014 trará a campo, nessa próxima quarta-feira, dia 06 de Agosto no Paraguai e também na semana que vem, dia 13 de Agosto na Argentina, dois clubes que no inicio da competição, e até mesmo durante, quase
ninguém poderia esperar. San Lorenzo e Nacional do Paraguai fizeram as piores campanhas entre os classificados para as fases eliminatórias
do torneio máximo do continente americano. Os argentinos haviam chegado apenas
uma única vez na fase de semifinais da Liberta, e isso na primeira edição da
competição em 1960. Já o simpático Nacional, sequer havia passado da fase
grupos em suas quatro primeiras participações e, vejam que surpresa, na quinta,
surpreende chegando à finalíssima.
O tradicional time argentino, campeão local 13 vezes
(1923 e 1924 não são considerados títulos pela FIFA), não tinha a mesma sorte
no torneio sul americano. Apesar do título da finada Copa Mercosul de 2001 e da
atual Copa Sul Americana, em 2002, o que falta mesmo é a Libertadores. É o que
a torcida de los cuervos mais anseia, título esse que nunca esteve tão
perto.
Sob a batuta e as "benções" de seu torcedor
mais ilustre, o papa Francisco, El Ciclon, campeão do Apertura Argentino de 2013,
chega como o favorito ao título, não só pela tradição, mas também pela bela
campanha na segunda fase do campeonato, passando por Grêmio, Cruzeiro (atual
campeão brasileiro), e também pelo Bolívar, temido pela altitude boliviana. O Estádio El Nuevo Gasómetro é uma das armas do time argentino para a partida de volta, no dia 13 de agosto.
Já o Nacional, apesar de querido, nem mesmo no cenário local, nunca obteve muito destaque, sombra dos grandes Olimpia e Cerro Portenho, ambos também de Assuncion. Sendo, inclusive, chamado de Nacional Querido, apelido que também é dado á algumas equipes brasileiras tradicionais, mas que não disputam títulos e não tem grandes torcidas, é o caso do Juventus da Mooca de São Paulo e do América do Rio de Janeiro. Mesmo que aceite o carinhoso apelido, a equipe de 2014 tenta chegar ao inédito título da Libertadores, para enfim, ser considerado um grande clube paraguaio.
Apesar de ter
feito a pior campanha entre os classificados para a segunda fase da competição,
La Academia Tricolor eliminou dois rivais argentinos na fase de mata
mata. Primeiro passou pelo Vélez Sarsfield e em seguida pelo Arsenal de
Sarandí. Na semifinal bateu o Defensor do Uruguai em dois jogos onde a raça da
equipe paraguaia foi determinante para o resultado final, vencendo o primeiro
jogo por 2 a 0, em casa, e depois, no Centenário, segurou os uruguaios,
perdendo por 1 a 0 e levando a vaga para o Paraguai. Não poderá usar o seu estádio Arsenio Erico, e por isso recebe o San Lorenzo no jogo da ida no tradicional Defensores del Chaco, Assuncion.
Após sabermos histórias, dados e curiosidades, vamos
ao que interessa, o que esperar dos finalistas da Libertadores de 2014?
San Lorenzo
Um tradicional time argentino, na forma tática e
técnica, o San Lorenzo do técnico Edgardo Bauza é uma equipe rápida, com bom
toque de bola, e que também sabe chegar nas jogadas de bola aérea, que o diga a
defesa do Bolívar, vazada com extrema facilidade no primeiro jogo da semifinal.
Como destaque do time, o forte setor de meio campo, com volantes que defendem e
chegam bem ao ataque, caso de Mercier e Villalba. Ortigoza, Romagnoli e Piatti
(vendido para o futebol da MLS) organizam e oferecem a velocidade pelos lados
do campo, visando sempre o atacante Mauro Matos. O esquema é o já tradicional
4-2-3-1.
Time base: Sebastián Torrico; Julio
Buffarini, Mauro Cetto, Santiago Gentiletti e Emanuel Más; Héctor Villalba,
Néstor Ortigoza, Juan Mercier, Ignacio Piatti e Leandro Romagnoli; Mauro Matos.
Técnico: Edgardo Bauza
Nacional
Gustavo Morinigo, comandante da equipe paraguaia, traz
um time compacto, que joga no 4-4-2. Se formos comparar qual equipe do Nacional
entra em campo para as partidas da final, se vai ser o time da posse de bola do
primeiro jogo da semifinal ou o time fechado e que joga nos contra ataques,
como foi nos jogos das oitavas de final diante do Vélez e no segundo jogo da
semifinal contra o Defenson, a aposta certamente será na segunda opção.
Morinigo deve fechar bem a equipe e esperar que a velocidade de seus jogadores
de ataque resolva em rápidos contra golpes. Como destaques do time, o jovem
Montenegro, recém contratado pelo Tricolor paraguaio. Além da principal peça do
time, o meia organizador, Marcos Malgarejo é a principal arma do Nacional nessa
final, e deve imprimir a velocidade dos ataques da equipe.
Time base: Ignacio Don; Ramón Coronel, José Cáceres; Raúl Piris e
David Mendoza; Marcos Riveros, Silvio Torales, Derlis Orué e Marcos Melgarejo;
Brian Montenegro e Julian Benítez. Técnico: Gustavo Morinigo.
San Lorenzo/ARG x Nacional/PAR
1º jogo - 06/08 - 21:15 horas - Estádio Defensores del
Chaco - Paraguai
2º jogo - 13/08 -
21:15 horas - Estádio El Nuevo Gasómetro - Argentina




Nacional não pode levar gol em casa, ai sim eles irão ter alguma chance de ser campeão. Parabéns pelo o blog galera.
ResponderExcluirValeu Thiago, é isso aí, a primeira partida em Assuncion vai ser determinante pro Nacional, é quase um tudo ou nada no Paraguai
Excluir