domingo, 16 de novembro de 2014

Final Brasileirão Série D - Mais um mineiro conquista um título nacional

Taça do Brasileirão Série D, foi para Tombos
E hoje (16), o Brasil conheceu seu primeiro campeão nacional da temporada de 2014. Tombense e Brasil de Pelotas fizeram a final da Série D e decidiram o sexto campeão da competição nacional. Antes da decisão desse ano já haviam levantado o caneco: São Raimundo (2009), Guarany de Sobral (2010), Tupi (2011), Sampaio Corrêa (2012) e Botafogo-PB (2013).
O Brasil de Pelotas chegou a final depois de enfrentar o Londrina na semifinal e protagonizar a briga generalizada no Estádio do Café. Já o Tombense chegou a final após eliminar o Confiança.
O primeiro jogo, disputado em Pelotas, terminou empatado em 0x0. A decisão ficou para ser realizada na cidade de Muriaé, já que o Estádio Antônio Guimarães de Almeida na cidade de Tombos não comporta um público de 10.000 pessoas sentadas.
A partida começou, e parecia que quem jogava em casa era o Brasil de Pelotas, que dominava as ações e chegava com mais perigo a meta do goleiro Darley. Após 15 minutos de domínio dos gaúchos, o Tombense equilibrou a partida, mas não conseguia assustar o goleiro Eduardo Martini. Com um primeiro tempo frio, quase morno, as equipes foram para os vestiários ainda com o empate em zero a zero, o resultado parcial levava a partida para as penalidades.
Cão invadiu o gramado e paralisou a partida
A partida recomeçou, e logo aos 8 minutos um lance bastante curioso, um cão invadiu o campo e paralisou a partida, até que Wender, lateral do Brasil de Pelotas conseguiu retirar o ''invasor'' do gramado.
O jogo esquentou e melhorou em qualidade, principalmente quando Elvis, atacante do Tombense, começou a chamar o jogo e dar trabalho para a marcação gaúcha. Porém quem criou perigo foi alvirrubro gaúcho, em cruzamento da direita, Felipe Garcia carimbou a trave, no rebote Nena finalizou, mas a bola foi na rede pelo lado de fora.
Aos 38, o tempo fechou entre o atacante Alex Amado do Brasil de Pelotas e o meio campo Betinho do Tombense, os dois trocaram agressões e foram para o chuveiro mais cedo e tiveram que assistir o final da partida nos vestiários. E a partida terminou do jeito que começou, 0x0. O campeão seria decidido nas penalidades máximas.
Francismar abriu as cobranças para o Tombense e converteu, Nena também marcou e deixou tudo igual para o Brasil de Pelotas.
Joilson colocou o Tombense novamente a frente do placar, e a frente a equipe mineira permaneceu, já que Chicão desperdiçou a cobrança.
Coutinho perdeu a chance de ampliar a vantagem do Tombense e Fernando Cardoso deixou tudo igual para os alvirrubros.
Mazinho colocou o Tombense novamente a frente no placar, e Darley defendeu cobrança de Léo Dias.
A última cobrança era de Elvis, e o atacante não decepcionou e colocou a bola no fundo das redes. O Tombense se sagrava o sétimo campeão da Série D.

FICHA TÉCNICA – TOMBENSE 0 (4) X 0 (2) BRASIL DE PELOTAS
TOMBENSE-MG: Darley; Juninho, Wellington, Heitor e Mazinho; Denílson, Rafael Coutinho, Mateus e Francismar; Daniel Amorim e Elvis. 
Técnico:Eugênio Souza


BRASIL-RS: Eduardo Martini; Wender, Cirilo, Fernando e Raulen; Leandro Leite, Felipe Garcia, Cezar e Márcio Hahn; Nena e Alex Amado.
Técnico: Rogério Zimmerman

sábado, 15 de novembro de 2014

Joinville Esporte Clube- A afirmação da força catarinense


                                        
Depois de 28 anos, o Joinville Esporte Clube está de volta à elite do futebol brasileiro. Um acesso que premiou a união e a regularidade. O time catarinense ficou apenas uma rodada fora do G-4.

O JEC, que voltou a Série B em há dois anos, chegou perto do acesso em 2012. Na ocasião, a equipe terminou em sexto lugar. Em 2013, o Tricolor bateu na trave. Terminou em sexto novamente, mas dessa vez apenas um ponto atrás do Figueirense, que foi o quarto e último a ascender para a primeirona.

Um acesso que confirma a ascensão do futebol catarinense no cenário nacional. Santa Catarina já tem três equipes na Série A (Figueirense, Chapecoense e Criciúma) e, além do Joinville, tem o Avaí, que ainda busca o acesso, na Série B.

O estado do sul mostra que é possível gerir bem o futebol com poucos recursos e sem a badalação de outros centros. Santa Catarina hoje colhe os frutos de um trabalho que vem se desenvolvendo a tempos e parece ser promissor.

Mas voltamos ao grande feito do Tricolor da Manchester Catarinense. Vamos aos fatores, que juntos, levaram o JEC à Série A do Brasileirão em 2015:

União





Diferentemente do ano passado, o grupo não sofreu com as vaidades e manteve-se fortemente unido durante o campeonato. Mas , é claro, por vezes, os jogadores tiveram que driblar alguns obstáculos.
Logo na segunda rodada, o goleiro Ivan e o atacante Jael quase saíram no tapa no vestiário. O atacante cobrou o arqueiro por ter ficado insatisfeito com uma saída de bola do jogador. Os companheiros controlaram os dois e após o episódio, não houve mais brigas.
Premiação
Outro fator importante na campanha do Joinville foi a premiação. A diretoria do JEC estabeleceu que a cada cinco jogos era preciso somar 10 pontos para o grupo faturar R$ 66 mil. O prêmio poderia ser maior se a equipe superasse a marca.
Na primeira série deu certo. Foram 13 pontos somados e R$ 88 mil de prêmio. No entanto, nas duas séries seguintes, o desempenho caiu. E aí veio o pedido de líderes do grupo para que a pontuação mínima fosse de nove pontos, mais fácil de ser atingida. A diretoria aceitou e passou a pagar bichos em jogos-chave.

Protagonistas Tricolores

Jael, o artilheiro


Após a saída de Lima, o Joinville viveu alguns meses órfão de um camisa 9. Mas aí apareceu Jael. E, desde a sua chegada, tudo mudou. Só na Série B, o Cruel marcou 12 vezes. Durante várias rodadas ele foi o artilheiro disparado da competição. Sem ele, o JEC perdeu jogos para Santa Cruz, Ponte Preta e Vasco. E o temor pela ausência de Jael aumentou após a 25ª rodada, quando o jogador lesionou o tornozelo direito e teve de fazer uma cirurgia, que o afastou dos gramados até o fim da competição. O atacante  não participou da reta final do acesso, mas foi peça-chave enquanto esteve em campo.

Edigar Júnio, o motor

Jovem, velocista, habilidoso. Todas essas características definem bem Edigar Júnio, que já brilhou pelo JEC no Catarinense, quando foi o motor da equipe que chegou à final do Estadual. No começo da Série B, marcou gols e participou como garçom para os companheiros. No entanto, seu desempenho caiu após a expulsão contra o Bragantino, no turno. Chegou a amargar a reserva. Mas, com paciência, deu a volta por cima e se tornou o cara do Joinville. A retomada começou diante do Náutico. Mas o brilho aumentou após a saída de Jael. Com atuações fantásticas - e gols -, diante de Ceará e ABC, Edigar se tornou o principal jogador do JEC na conquista do acesso à Série A.

Marcelo Costa, o maestro

O meia Marcelo Costa começou a temporada sendo cobrado por ter dado poucas assistências e também por ter marcado poucos gols. A situação incomodou o experiente jogador. Mas, após a parada da Série B para a realização da Copa do Mundo, o camisa 10 deu a volta por cima. Depois dessas pequenas férias, Marcelo Costa deu oito assistências e marcou cinco gols. A principal arma do jogador passou a ser a bola parada. Foi dela que saíram os gols do lateral-esquerdo Rogério diante do Avaí e do Bragantino, por exemplo.

O Treinador





Hemerson José Maria. Florianopolitano, 42 anos, ex-treinador da base do Figueirense e ex-comandante das categorias inferiores e do time profissional do Avaí. Foi ele o grande responsável por recolocar o Joinville na Série A após 28 anos longe da elite.
Entretanto, a vida de ''Manezinho'', como é conhecido, nem sempre foi fácil. As dúvidas dos torcedores começaram pela rivalidade entre interior e Capital. Na Ilha, Maria trabalhou durante nove anos na de base do Figueirense. Em 2011, trocou o Alvinegro pelo azul do Avaí, onde foi campeão Estadual em 2012 e esteve perto do acesso à Série A em 2013. Além disso, alguns torcedores sempre consideraram o treinador muito cauteloso.

E o equilíbrio do comandante, aliado à paciência da diretoria, superou cinco séries sem vitória; quatro partidas na reta final da Série B; uma eliminação na Copa do Brasil (para o Novo Hamburgo, na primeira fase); e a perda do título do Catarinense para o Figueirense. Nesses momentos, a torcida pressionou e alguns pediram a saída do treinador.

No entanto, ele ficou. E quebrou recordes. Conseguiu ser o primeiro treinador em 15 anos a começar e terminar uma temporada pelo JEC. E colheu frutos: o tão sonhado acesso à Série A passou pela serenidade e pelo perfeccionismo de Hemerson Maria.

Todos estes fatores, unidos, colocaram o Joinville Esporte Clube na Série A e, quem sabe, ainda pode dar o título da série B ao Tricolor. O time que já nasceu campeão ( em seu primeiro ano de fundação, levou o Campeonato Catarinense), o time da maior cidade do Estado de Santa Catarina. O que esta equipe pode fazer na Série A ? Certamente, pode fazer bonito.



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

1º Ato - Atlético Mineiro 2 x 0 Cruzeiro: Caiu no horto...


A expectativa era enorme. ‘A maior decisão da história’ da Copa do Brasil começou hoje. E o Estádio Independência foi o palco do primeiro ato do confronto histórico entre os rivais mineiros. E apoiado pela massa, o Atlético foi vibrante, preciso, mortal e conseguiu abrir vantagem sobre um Cruzeiro que sentiu a intensidade e a inteligência tática do adversário.
A Raposa começou marcando a saída de bola alvinegra nos primeiros 5 minutos. Porém, quando conseguiu arrumar espaços e escapar da pressão celeste, o Galo foi fatal. Aos 8 minutos, Marcos Rocha foi preciso no cruzamento pela direita e o baixinho Luan se antecipou a marcação adversária e testou para o fundo das redes para inaugurar o marcador. Como mostrado no replay, o cabeludo atacante estava em condição irregular. Porém, não crucifico a arbitragem, já que foi um lance bastante complicado e, na dúvida, o bandeira seguiu a recomendação e foi “pró-ataque”. Ao invés de tantas reclamações em relação à arbitragem, os torcedores do Cruzeiro deveriam reclamar da falha da defesa. Deixaram Luan, com 1m70 aparecer sozinho e marcar o gol.

Durante a etapa inicial, o Atlético jogou muito pela direita, aproveitando a conhecida deficiência defensiva do paraguaio Samudio, titular graças à contusão de Egídio. Com a intensa movimentação e o revezamento entre Luan, Dátolo e Carlos por aquele setor do gramado, a marcação azul ficou confusa. Sem a bola, a equipe alvinegra se fechava em duas linhas de quatro e deixava o Cruzeiro sem opções para a troca de passes, que é uma das características marcantes da equipe de Marcelo Oliveira. Ricardo Goulart e Willian quase não pegaram na bola, enquanto Éverton Ribeiro e Marcelo Moreno até buscaram aparecer, mas foram pouco efetivos.


O retorno das equipes para o segundo tempo foi marcado por uma alteração no Cruzeiro. Saiu o jovem Lucas Silva, que não conseguiu qualificar a saída de bola celeste na etapa um, para a entrada do também volante Nílton. A Raposa melhorou, mas não foi efetiva ao ponto de furar a consistente marcação adversária. E não se pode ser irregular em clássicos, ainda mais numa final de campeonato.
Aos 13 minutos, novo gol alvinegro que contou com a participação de Marcos Rocha. O camisa 2 cobrou lateral para dentro da área e o atacante Carlos fez o papel de pivô ao escorar a bola para Jesús Dátolo. O argentino soltou a bomba para marcar o segundo gol e ampliar a vantagem atleticana.

As alterações de Marcelo Oliveira (Júlio Baptista e Dagoberto nas vagas de Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart) não surtiram efeito. Entraram fora de sintonia e conseguiram piorar a atuação celeste. O desgaste dos atletas da Raposa fica mais evidente a cada jogo, mas não diminui a grande atuação de Levir Culpi e seus comandados. O treinador do Atlético neutralizou o meio de campo do rival, travou as saídas em velocidade e obrigou o Cruzeiro a apostar em lançamentos longos e chutões, algo nada habitual para a equipe azul, sempre muito técnica. Desconfortável, o time celeste não foi nem sombra do brilhante time que agrada a todos.
 

Vale destacar a ótima partida do zagueiro Jemerson, cria da base atleticana. O defensor foi preciso para desarmar os adversários em diversas oportunidades. Datólo, mais uma vez, foi monstruoso. Fez a recomposição para auxiliar na defesa, buscou jogo no meio campo, armou jogadas, foi ponta de lança, e o mais importante: voltou a ser decisivo. Assim como o talismã Luan, que é um baixinho na estatura, mas um gigante jogando futebol.
Como o regulamento da Copa do Brasil prevê a manutenção da regra do gol qualificado (saldo de gols no campo adversário) na final, já que os rivais não jogarão no mesmo estádio, a vantagem do Atlético é enorme. Um tento anotado pelo Galo no Mineirão, obrigará o Cruzeiro a marcar 4 vezes. Apesar de estar próximo do clube alvinegro, o título segue em aberto. É uma placar possível de ser revertido, como o próprio Atlético Mineiro demonstrou nos últimos anos (e inclusive na atual edição da Copa do Brasil).

Será que o Clube Atlético Mineiro vai se firmar como Galo Forte, Vingador e Vencedor? Ou será que o Cruzeiro vai escrever mais páginas heroicas e imortais pelos gramados de Minas Gerais, como diz seu hino? A única certeza que temos é de que o dia 26 vai ser inesquecível para todos os amantes do futebol. O Mineirão vai tremer!



FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO MINEIRO 2 X 0 CRUZEIRO

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 12 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Emerson de Augusto Carvalho (SP) e Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Cartões amarelos: Josué (Atlético) e Samudio (Cruzeiro)

GOLS: Luan, aos 8 minutos do primeiro tempo, e Dátolo, aos 13 minutos do segundo tempo.

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué, Leandro Donizete e Dátolo; Luan (Marion), Diego Tardelli e Carlos.
Técnico: Levir Culpi

CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Léo, Bruno Rodrigo e Samudio; Henrique, Lucas Silva (Nílton), Éverton Ribeiro (Júlio Baptista), Ricardo Goulart (Dagoberto) e Willian; Marcelo Moreno.

Técnico: Marcelo Oliveira

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Os olhos do Brasil estarão em Minas



A final da Copa do Brasil desse ano será sem dúvida nenhuma, inesquecível. O confronto vai dividir um estado ao meio. Minas Gerais será o centro do futebol brasileiro nessas semanas. Seus dois maiores clubes são atualmente os melhores do Brasil. Se trata da Maior final da história entre Cruzeiro e Atlético Mineiro. Os dois times nunca tinham se enfrentado em uma final de uma competição nacional.

O Atlético venceu a Libertadores em 2013 e a Recopa esse ano. A raposa venceu o Brasileirão ano passado e caminha a passos largos para levar outra taça da Série A. Sem dúvidas nenhuma será um grande jogo. De um lado Tardelli, Luan, Victor e Dátolo. Do outro Dedé, Marcelo Moreno, Éverton Ribeiro e Fábio. Junte isso a duas torcidas fanáticas. Serão dois jogos. Um no Independência e outro no Mineirão.

Nessa quarta-feira o Galo encara a Raposa no Horto e como não podia ser diferente, com muita polêmica. Os ingressos para a torcida visitante são o problema da vez. Desde o fechamento do Mineirão para a Copa do Mundo e sua reabertura, o clássico contou por várias vezes com torcida única. De imediato seria dessa forma as duas finais. Entretanto, os dois clubes se reuniram com a CBF e a PM e decidiram que a partida teria torcida visitante.

O regulamento diz que a torcida visitante tem o direito de no mínimo 10% da carga total de ingressos. O Independência comporta um pouco mais de 23 mil torcedores. Ou seja, o Cruzeiro teria em tese cerca de 2,3 mil ingressos para seus torcedores. Mas, o Atlético Mineiro informou que a PM só liberou um pouco mais de 1,8 mil ingressos para os torcedores celestes. Isso provocou a ira da diretoria  azul e assim se criou um desentendimento. O Cruzeiro acusa o rival de estar fazendo uma manobra suja e desistiu de sua parte. Para apimentar ainda mais essa discussão, o presidente do Galo, Alexandre Kalil disse que o Atlético faz questão de ter os seus 10% no jogo do Mineirão.

O fato é que os dois times fizeram uma grande campanha nessa Copa do Brasil. O Atlético Mineiro foi na base do "Eu acredito" e reverteu resultados quase impossíveis contra Corinthians e Flamengo. A raposa também não teve vida fácil e teve que jogar muita bola para eliminar o Santos na Vila Belmiro na quarta passada.

Se você é cruzeirense ou atleticano, não vai dormir direito até o jogo no Mineirão no dia 26. Se você não torce para nenhum dos dois, porém é um amante do futebol, pode ter certeza que os dois times vão protagonizar uma das, se não a maior final da Copa do Brasil. Nessa quarta à noite, os olhos do futebol brasileiro estarão no Independência, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

domingo, 9 de novembro de 2014

No clássico, louco é o PSG.

A loucura de Bielsa, que tem levado o Olympique de Marselha a fazer uma grande temporada, foi colocada à prova hoje. E falhou. O time de Marselha foi até o Parc des Princes enfrentar o badalado Paris Saint-Germain e nem a insanidade de Marcelo Bielsa foi capaz de parar os parisienses. Para dificultar ainda mais as coisas para os visitantes, Zlatan Ibrahimovic voltou a atuar depois de muito tempo parado devido a uma lesão no calcanhar.

O OM até começou melhor. O time do sul da França dominou o adversário no início da partida e, em menos de 10 minutos, criou duas grandes oportunidades e chegou a acertar a trave em cabeceio de Gignac. O setor de criação do PSG não existiu durante os primeiros 20 minutos de jogo. A partir daí, os astros começaram a brilhar e não demorou para que os mandantes abrissem o placar. Aos 37, Lavezzi cruzou e o brasileiro Lucas anotou para o time de Paris.

Lucas gol PSG (Foto: Reuters)No segundo tempo, o Marselha não conseguiu produzir como no primeiro. A única jogada de perigo aconteceu numa falha do goleiro Sirigu, que saiu mal e quase foi encoberto por Gignac. Logo depois, o craque sueco Ibrahimovic entrou em campo. A partida em si ficou em segundo plano. Todos os olhares estavam voltados para Zlatan.

Com a entrada do sueco, a torcida embeveceu-se e parece ter contagiado a equipe. O PSG era outra equipe. Muito mais organizada e aguda que na etapa inicial. Após a entrada de Ibra, o ataque parisiense melhorou consideravelmente e o segundo gol era questão de tempo. E o responsável por ele foi o uruguaio Cavani, que tocou de cabeça após cruzamento de Aurier.

Com a quarta vitória seguida , o Paris Saint-Germain chegou à vice-liderança e está apenas um ponto atrás do Olympique de Marselha. O PSG mostrou porque é favorito ao título e Ibrahimovic mostrou porque é craque. O OM também não decepcionou. Criou muitas dificuldades para um time forte e recheado de craques. Ao Marselha, resta confiar nas loucuras de ''El Loco'' Bielsa para lutar por mais um título da Ligue 1.






sábado, 8 de novembro de 2014

Maturidade Azul: Liverpool 1 x 2 Chelsea

Diferentemente dos últimos duelos, o clássico tinha um favorito. Afinal, o Chelsea entrou em campo invicto e com a liderança garantida por mais uma rodada, pelo menos. Já o Liverpool vinha oscilando em 2014-2015, com muitas atuações decepcionantes. Se encolheu diante do Real Madrid nos duelos da Champions League e assim se complicou na competição europeia. Mas a esperança era toda depositada em uma mudança de postura e de rumo, que começaria hoje, com triunfo no clássico.


O time da casa até começou melhor. O jovem Emre Can, de 20 anos, tinha muita liberdade e arriscou de fora da área algumas vezes. Aos 8 minutos, o ex-jogador do Bayer Leverkusen teve espaço para avançar na intermediária mais uma vez, chutou de fora da área e a bola desviou em Cahill e matou completamente Courtois. Os Reds estavam na frente. Mas não por muito tempo...
Pouco tempo depois, aos 14 minutos, Hazard cobrou escanteio para forte cabeçada de Terry. Mignolet fez milagre e, na sobra, Cahill finalizou para que o arqueiro belga segurasse a bola. Porém, o recurso eletrônico (tecnologia na linha do gol) provou que a bola e o goleiro ultrapassaram a linha e, de fato, houve gol. Com a ajuda da tecnologia, o Chelsea chegou ao empate. Bom para os Blues, mas principalmente para o futebol. Pelo menos na Premier League, “gols duvidosos” não existirão mais!
Após o empate, os Blues passaram a ter maior domínio das ações, marcando a saída de bola da equipe mandante. Já o time de Brendan Rodgers ensaiava contragolpes, mas sem muito sucesso.
No segundo tempo, a bola continuava sem chegar aos atacantes das equipes. Mas aí está a diferença entre os clubes nessa temporada. Enquanto Diego Costa buscava jogo a todo instante, se movimentando ora na ponta esquerda, ora na ponta direita, Mario Balotelli simplesmente assistiu ao duelo. Acomodado, aceitava a marcação dos defensores londrinos e pouco pegou na bola. Era um espectador no gramado de Anfield Road.
Inteligente, o Chelsea esperava o momento certo para atacar. Quando ia pra cima era quase fatal. E a virada veio aos 21 minutos, quando Azpilicueta fez uma jogada fantástica pela ponta esquerda. O camisa 28 evitou a saída de bola pela linha de lado, entortou Coutinho (com direito a meia-lua) e soltou uma bomba num chute cruzado. Mignolet espalmou e a bola sobrou para o sempre bem posicionado Diego Costa encher o pé e balançar as redes.


A partir daí, desespero total de um Liverpool que não lembra em nada a equipe da última temporada. Apostando em sucessivos cruzamentos, a equipe não conseguiu empatar e segue afundando em 2014-2015. A cada partida, o time do comandante Rodgers se posiciona como time pequeno, mais preocupado em se defender dos adversários. Uma partida com os Reds sendo dominantes, indo pra cima e enfrentando sem medo os grandes clubes parece cada vez mais utópico. Outro duelo como aquele que considero o melhor jogo do último campeonato inglês, Liverpool 3 x 2 Manchester City, é apenas um sonho distante. A ausência de Sturridge é muito sentida, mas não é só isso. Falta um atacante diferenciado. Falta coragem. Falta Suárez.
A virada fez justiça ao que foi o confronto. O Chelsea é uma equipe madura. Demonstra inteligência e frieza. Tal qual um predador, o time de José Mourinho espera o momento exato pra dar o bote e acabar com a presa (o adversário). Não é atoa que os Blues estão invictos na temporada e ocupam a liderança isolada da Premier League com 29 pontos.


Corneta
- Os três atacantes do elenco do Liverpool (Balotelli, Borini e Lambert) não marcaram nenhum gol na Premier League até o momento. Enquanto isso, Diego Costa completou 10 gols em 9 partidas no torneio nacional.
- Brendan Rodgers nunca venceu o Chelsea como treinador. São cinco derrotas e três empates.
Jogadas pelo alto na área são certeza de desespero ao torcedor dos Reds e de alegria aos adversários. No lance do primeiro gol do Chelsea, Glen Johnson foi o único atleta a tentar salvar a equipe contra 4 adversários. Já os zagueiros Skrtel e Lovren (em destaque na imagem abaixo) estavam dando um importante apoio moral ao lateral e ao goleiro Mignolet.


Retrospecto (incluso duelo de hoje):
169 partidas
74 vitórias do Liverpool
35 empates
60 vitórias do Chelsea

Escalações:
Liverpool (4-3-2-1)
Mignolet; Johnson, Skrtel, Lovren e Moreno; Henderson, Gerrard e Can (Allen), Sterling e Coutinho (Borini); Balotelli (Lambert).
Chelsea (4-3-2-1)
Courtois; Ivanovic, Cahill, Terry e Azpilicueta; Matic, Fabregas, Ramires (Willian), Oscar e Hazard (Filipe Luís); Diego Costa (Drogba).

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Santos 3 x 3 Cruzeiro. Ele voltou!


Na última quarta-feira tivemos a honra de presenciar uma bela noite de futebol, com há muito não víamos no Brasil. As semifinais da Copa do Brasil foram repletas de raça, técnica, velocidade, reviravoltas, torcedores empolgados e principalmente de gols.
A mim foi dada a missão de falar do jogo Santos e Cruzeiro. E que jogo! O time mineiro largou em vantagem, por ter vencido o jogo da ida por 1 a 0. Mas não deixaram a bola rolar nem por um minuto inteiro e Robinho já tinha deixado tudo igual no confronto. Santos 1 a 0.
Seis minutos depois e o insaciável Cruzeiro mostrou seu poderio, belíssima jogada de Ceará, concluída com chute venenoso que Aranha espalmou para o meio da área. Marcelo Moreno, oportunista, só teve o trabalho de empurrar a redonda para o gol vazio.
Depois dos dois gols apressados, o primeiro tempo ainda reservou outra surpresa. No último minuto Rildo, do Peixe, caiu de forma duvidosa na área e a arbitragem marcou o pênalti. Polêmica a parte, o Gabigol cobrou o penal com perfeição e o Santos encerrou a primeira etapa com o 2 a 1 no placar. Contudo, a vaga ainda era da Raposa.

Quando a redonda voltou a rolar mais emoção. Aos 13 minutos, Rildo se apresentou para o papel de herói da noite. Ele que já havia servido Robinho no primeiro gol, sofrido o pênalti que originou o segundo, agora apareceu livre no meio da área para completar o passe de Gabriel e fazer o terceiro do Peixe. O gol que ia dando a classificação à equipe santista.


O Santos era guerreiro, ia segurando o monstruoso Cruzeiro, mesmo depois de perder peças importantíssimas, Álisson e Robinho tiveram quer sair da partida por lesão. Mas aos 35, Bruno Uvini falhou, e contra a esquadra cruzeirense não se pode falhar. Willian rasgou a área e bateu forte no canto esquerdo de Aranha deixando o placar em 3 a 2. A vaga na finalíssima voltava a ser do Azul de Minas.
Desesperado, o Santos se lançou ao ataque. De nada adiantou. No último lance da partida ele apareceu de novo, Willian, o aprovado no teste de herói da noite, concluiu o último contra-ataque do Cruzeiro em gol. Final do jogão na Vila Belmiro, Santos 3, Cruzeiro também 3 e a Raposa garantida na finalíssima.

Como é bom ver jogos de alto nível em solo brasileiro, e sendo disputados pelos clubes do nosso país. Seis gols em um jogo, para contemplar todo fã do futebol. Agora resta saber quem levantará a Copa do Brasil, o insaciável Cruzeiro ou o milagroso Atlético Mineiro. Independente do resultado, o futebol agradece. E por falar nisso, seja bem vindo de volta ao Brasil, futebol. Fique por aqui o tempo que quiser.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O INACREDITÁVEL ATLÉTICO MINEIRO

        Após o gol do Flamengo aos 34 minutos do 1º tempo, eu já me preparava para começar a escrever esse texto. Iria fazer uma análise da eliminação atleticana em cima do gol perdido por Diego Tardelli, aos 31 minutos da primeira etapa. Fui muito pragmático, me esqueci completamente do esporte que sou apaixonado, do que ele representa e o que pode acontecer quando se trata de futebol. Para piorar, não me atentei que do outro lado do campo rubro-negro, aparecia o poderoso Atlético Mineiro, clube que por muitos anos ficou adormecido, que nos anos 80 tentou retornar, mas sucumbiu ao próprio Flamengo. Mas que em 2013, guiado pela fé e precisão tática de Cuca, do grande Ronaldinho Gaúcho e do determinado Tardelli, ascendeu novamente com o título da Libertadores. E de lá para cá, não tem jogo perdido, o improvável, o inacreditável, o futebol na sua essência veste preto e branco, canta de galo contra quem quer que seja.


        A partida em si teve basicamente o mesmo repertório das classificações da Libertadores, e também da última fase da Copa do Brasil, quando o Atlético bateu o Corinthians pelos mesmos 4 a 1. Empurrados pela massa atleticana, amassando o adversário, usando excessivamente as laterais. Léo e João Paulo sofreram com as insistentes investidas do endiabrado Luan e também de Maicosuel, Diego Tardelli e Carlos. Esse ataque do Galo é uma loucura, todo mundo corre, aparece, cruza, dribla. A insistência nas jogadas aéreas foi premiada no primeiro tempo com o gol de empate. Carlos completou o cruzamento Douglas Santos aos 41 minutos. A torcida que estava esfriada com o gol de Everton, acordou e esperou a segunda etapa com a esperança de mais uma virada.

          Pelo lado do Flamengo não consigo enxergar a culpa de Vanderlei Luxemburgo, talvez a entrada do garoto Matheus, mas nada que coloque no técnico a responsabilidade do desabamento vermelho e preto. No 2º tempo o Atlético continuou forte, e o Fla continuou recuado, excessivamente acuado. Aos 12 minutos, em linda jogada de Luan, Maicosuel empurrou a bola pra dentro do gol de Paulo Victor. A partir daí não se tinha mais nenhuma dúvida de que era possível mais uma virada. E ela veio, com o script que o torcedor atleticano conhece. Dátolo em um belo chute de fora da área fez o terceiro aos 36 minutos. Pronto, para terminar, mais uma bola cruzada na área, Diego Tardelli não conseguiu completar, mas Luan, o melhor em campo, aproveitou a sobra livre e sacramentou mais uma noite inacreditável do Galo, já se passavam 41 minutos. A partir daí, o Flamengo acusou o golpe, o nocaute estava selado, e o Atlético Mineiro Chegava à final da Copa do Brasil pela primeira vez.


        Esse 4 a 1 é diferente, pois todos sabem que depois do Cruzeiro, o maior rival atleticano é o Flamengo. Os jogos dos anos 1980 atormentavam os torcedores, a freguesia tinha que acabar, e foi mais uma vez de forma épica, como o Atlético vem se acostumando. Foi grande porque sacramentou a chegada a final para encarar o rival Celeste. Belo Horizonte acordará feliz, de todos os lados. Alvinegros e Azuis devem sonhar com os dois jogos dessa que deve ser a maior final da Copa do Brasil de todos os tempos. Para terminar, me permito acrescentar mais uma palavra ao tão bonito hino do Atlético Mineiro. CLUBE ATLÉTICO MINEIRO, GALO FORTE, VINGADOR E INACREDITÁVEL.

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 4 X 1 FLAMENGO

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 5 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília) 
Árbitro: Anderson Daronco (RS) 
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC)
Cartões amarelos: (Atlético-MG) Victor (Flamengo) Wallace, Cáceres, Everton, Elton 

GOLS: ATLÉTICO-MG: Carlos, aos 41 minutos do primeiro tempo; Maicosuel, aos 11, Dátolo, aos 36, e Luan, aos 39 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: Everton, aos 34 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué (Leandro Donizete), Dátolo e Maicosuel (Marion); Luan, Tardelli e Carlos (Dodô) 
Técnico: Levir Culpi

FLAMENGO: Paulo Victor, Léo, Chicão, Wallace e João Paulo; Cáceres, Márcio Araújo, Canteros e Everton (Mattheus); Nixon (Elton) e Eduardo da Silva (Luiz Antônio)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo




4ª Rodada da Uefa Champions League - Grupos E, F, G e H

            A quarta rodada da Champions League teve início ontem, mas hoje também tivemos jogos pelos grupos E, F, G, H. E chegou a hora do resumo das partidas no quatro-três-três.
            Grupo E

Bayern de Munique 2x0 Roma
          Bayern de Munique e Roma se encontraram novamente após o 7x1 na última rodada do torneio jogando no Estádio Olímpico de Roma. Desta vez na Allianz Arena a equipe de Munique economizou, mas venceu novamente.
          Os gols do Bayern foram marcados por Ribery e Gotze

Manchester City 1x2 CSKA Moscou
      
             E o City segue seu calvário sem vencer na Champions, jogando em casa os Citizens foram derrotados pelo CSKA e agora somam 2 empates e duas derrotas na competição


            Os gols dos russos foram marcados por Doumbia, duas vezes. Para o City, Yaya Touré descontou.
           
            Grupo F


Paris Saint Germain 1x0 Apoel Nicósia
           Jogando no Parque dos Princípes, o PSG precisou somente de um minuto de jogo para garantir a vitória contra o Apoel. O triunfo foi construído em belo gol de Cavani que contou com a ajuda do goleirão do Apoel, Pardo.

Com os dois gols anotados, Messi se igualou a Raúl como
maior artilheiro da Champions League
Ajax 0x2 Barcelona
            Em um dos jogos mais aguardados da rodada, a Amsterdan Arena foi testemunha do recorde de Lionel Messi.
O argentino foi o líder da vitória do Barcelona ao marcar os dois gols da vitória dos Culés, e chegou aos 71 na história da Uefa Champions League, igualando o recorde de Raúl Gonzalez.

Grupo G

Sporting 4x2 Schalke 04
            E o José Alvalade foi testemunha de outro grande encontro entre Sporting e Schalke. As equipes fizeram mais um duelo recheado de gols, melhor para os leões que saíram com a vitória.
            Os gols do Sporting foram marcados por Jefferson, Sarr, Slimani e Nani, já para o Schalke marcaram Aogo e Slimani, contra.

Maribor 1x1 Chelsea
            E o Estádio Ljudski quase viu a zebra da rodada, o Maribor recebeu o Chelsea e saiu vencendo com gol de Ibraimi ainda no primeiro tempo.
Os blues correram atrás do resultado e empataram com Matic, o Chelsea teve a chance da virada em pênalti sofrido por Hazard, o próprio belga foi para a cobrança e parou no goleiro Handanovic.

Grupo H



Athletic Bilbao 0x2 Porto
            O Athletic é outra equipe que segue sem vencer na competição, no Estádio San Mamés, os Leones sofreram mais um revés, dessa vez para o Porto.    
            Os gols dos Dragões foram marcados por Brahimi e Jackson Martínez

Shakthar Donetsk 5x0 Bate
Luiz Adriano continua impossível na Champions, após marcar 5 gols
dessa vez contabilizou um hat-trick na conta
            O Bate Borisov foi vítima do ataque do Shakhtar, depois de perder a última partida em casa por 7x0, a equipe da Bielorrússia foi até a Arena Lviv e foi mais uma vez goleada.

            O grande destaque da partida foi novamente o brasileiro Luiz Adriano que marcou 3 gols, os outros dois gols foram marcados por Srna e Alex Teixeira. Com os 3 gols marcados, Luiz Adriano chegou a 9 na Champions e é artilheiro isolado da competição.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

4ª Rodada da Uefa Champions League - Grupos A, B, C e D

A quarta rodada da UEFA Champions League começou nessa terça-feira. E chegou a hora do resumo dos duelos do dia aqui no Quatro-Três-Três.

Grupo A
#
Time
Pts
J
G
E
D
+
-
+/-
1
Atletico de Madrid
9
4
3
0
1
10
3
7
2
Juventus
6
4
2
0
2
5
4
1
3
Olympiakos
6
4
2
0
2
6
7
-1
4
Malmo
3
4
1
0
3
2
9
-7

Malmo 0 x 2 Atlético de Madrid
Mesmo atuando na Suécia, o Atleti voltou a bater o Malmo. Na rodada anterior, goleada implacável por 5 x 0 no Vicente Calderón. Hoje o placar foi mais modesto a favor dos espanhóis.
Koke, o motor da equipe, abriu o placar com um belo gol de letra aos 30 minutos. Já no segundo tempo, Raúl García fez o segundo. Detalhe que ambos gols saíram após assistência do lateral-direito Juanfran.

Juventus 3 x 2 Olympiacos
Em um dos duelos mais emocionantes do dia, a Juventus conseguiu superar o Olympiacos em Turim. Com o resultado, os bianconeri seguem vivos na disputa pela classificação.
Durante todo o primeiro tempo, a Juventus confiou na precisão de Pirlo. E foi o camisa 21, que completou 100 jogos na Champions, o responsável por abrir o placar com uma perfeita cobrança de falta. Já a equipe grega atuou nos contra-ataques até sair em desvantagem no marcador. Quando começou a buscar o resultado, as jogadas pelo alto foram decisivas. Foi assim que os “Thrylos” fizeram seus gols com cabeçadas de Botía e de Ndinga.
No segundo tempo, a Juve foi para o tudo ou nada e a sorte foi fator fundamental. Após cruzamento de Pirlo, Pogba cabeceou a bola na cabeça do atacante espanhol Llorente. A bola tocou na trave, bateu no goleiro espanhol Roberto e entrou. No minuto seguinte, Pogba fez um belo gol da entrada da área para decretar nova virada no confronto. No último lance do jogo, Arturo Vidal desperdiçou a chance de aumentar a vantagem ao errar uma cobrança de pênalti. O chileno cobrou e Roberto fez grande defesa, antes da bola tocar na trave e sair.


Grupo B
#
Time
Pts
J
G
E
D
+
-
+/-
1
Real Madrid
12
4
4
0
0
11
2
9
2
Basel
6
4
2
0
2
6
6
0
3
Liverpool
3
4
1
0
3
2
6
-4
4
PFC Ludogorets Razgrad
3
4
1
0
3
3
8
-5

Real Madrid 1 x 0 Liverpool
Acredite: Gerrard ficou no banco ao lado de Henderson, Coutinho, Sterling e Balotelli (Foto: site oficial do Liverpool)

















            Um dos duelos da primeira fase da Champions cercado de maior expectativa acabou decepcionando. Não pelo Real Madrid, que foi amplamente superior e só não conseguiu uma goleada por conta da ótima atuação do goleiro adversário, o belga Mignolet. Já o Liverpool de Brendan Rodgers...

O comandante dos Reds simplesmente decidiu colocar um time com diversos reservas em campo e deixar titulares indiscutíveis no banco. Sim, Glen Johnson, Jordan Henderson, Steven Gerrard, Raheem Sterling, Philippe Coutinho e Mario Balotelli ficaram como suplentes no Santiago Bernabéu. O motivo da decisão do treinador? Priorizar o clássico contra o Chelsea no próximo sábado pela Barclays Premier League.
No fim das contas, os merengues ganharam pela vantagem mínima mesmo. Após cruzamento de Marcelo, Benzema decretou o triunfo dos blancos na marca dos 26 minutos do primeiro tempo. A equipe inglesa praticamente não ameaçou a tranquila vitória do Real Madrid.

Basel 4 x 0 Ludogorets
Na outra partida da chave, a equipe da casa contou com lançamentos em profundidade para furar o bloqueio búlgaro. Após lançamentos longos pelo alto, Embolo (34 minutos) e Derlis Gonzáles (aos 41) saíram na frente do goleiro e não desperdiçaram as chances e garantiram a vantagem de 2 a 0.
No segundo tempo, o Basel aproveitou os espaços deixados pelo time visitante e transformou a vitória em goleada com os tentos anotados por Shkelzen Gashi e Suchy.


Grupo C
#
Time
Pts
J
G
E
D
+
-
+/-
1
Bayer Leverkusen
9
4
3
0
1
7
3
4
2
Monaco
5
4
1
2
1
1
1
0
3
Zenit Petersburg
4
4
1
1
2
3
4
-1
4
Benfica
4
4
1
1
2
2
5
-3

Zenit 1 x 2 Bayer Leverkusen
No primeiro jogo do dia, o Leverkusen voltou a bater o Zenit. A partida foi bastante truncada e teve como grande destaque as trocas de passes ágeis e envolventes do time alemão. De negativo: a fraca atuação do brasileiro Hulk, que não chegou nem perto de ser decisivo como nos jogos anteriores.
O primeiro gol saiu após bela jogada ensaiada na cobrança de falta. Toprak cobrou a falta para Bellarabi, que escorou para a finalização precisa de Heung Min Son. Pouco depois, Kiessling deu ótima assistência para o sul-coreano marcar pela segunda vez na partida. O Zenit ainda anotou o seu no finalzinho do duelo graças ao venezuelano Rondon. O atacante tabelou com Ryazantsev e chutou com categoria para diminuir o placar. 

Benfica 1 x 0 Monaco

Talisca: voando baixo (Francisco Seco/AP)

“Anderson Talisca decide mais uma vez”. Esse tipo de manchete tem se tornado comum quanto o assunto é Benfica. Isso porque o jovem brasileiro marcou 9 vezes em 13 partidas na temporada e é o grande nome da equipe nesse segundo semestre de 2014.

Aos 38 minutos da etapa final, Derley cobrou escanteio e Talisca aproveitou desvio na primeira trave para balançar as redes e garantir a vitória dos encarnados, que se mantêm vivos na briga pela classificação.







Grupo D
#
Time
Pts
J
G
E
D
+
-
+/-
1
Borussia Dortmund
12
4
4
0
0
13
1
12
2
Arsenal
7
4
2
1
1
9
7
2
3
Anderlecht
2
4
0
2
2
5
9
-4
4
Galatasaray
1
4
0
1
3
3
13
-10

Borussia Dortmund 4 x 1 Galatasaray
Marco Reus, camisa 11, comemora com a torcida do Dortmund: Borussia segue avassalador na Champions League (Foto: Martin Meissner/AP)
No Signal Iduna Park, o Dortmund deu sequência a sua excepcional campanha na Liga dos Campeões e segue 100% na competição.
O time aurinegros foi amplamente superior desde o início do confronto, mas demorou 39 minutos até conseguir marcar o primeiro gol com Marco Reus. Na etapa complementar, não faltaram gols. O zagueiro grego Papastathopoulos, o atacante italiano Ciro Immobile e o zagueiro Kaya (gol contra) anotaram para o Borussia, enquanto Hakan Balta fez o gol de honra dos visitantes.
A nota triste do duelo foi a participação dos torcedores do Gala. Nos minutos finais do jogo, os adeptos turcos começaram a atirar sinalizadores em direção à torcida aurinegra. Resta torcer para que a UEFA defina uma punição exemplar para que novos incidentes do tipo sejam evitados.

Arsenal 3 x 3 Anderlecht
A outra partida da chave foi disputada no Emirates Stadium. E “surpreendente” é a palavra que define o duelo. Surpreendente jogo, que passava a impressão de que acabaria com goleada inglesa e acabou com uma emocionante resposta dos belgas. Surpreendente reação do Anderlecht e surpreendente apagão do Arsenal.
Durante o primeiro tempo, os Gunners tiveram mais finalizações na direção certa (5 x 1), maior posse de bola (70%) e ainda conseguiram transformar a superioridade das estatísticas em vantagem no marcador. Arteta, de pênalti, e o destaque do time Alexis Sánchez anotaram os gols. A vantagem aumentou ainda mais no começo do segundo tempo, com o tento feito por Chamberlain. E parecia que teríamos uma sonora goleada da equipe londrina. Só parecia...
Aos 16 minutos, Vanden Borre descontou para o clube belga. A partir daí, pane no Arsenal e pressão do time roxo. O próprio Vanden Borre marcou o segundo gol aos 33 minutos em cobrança de pênalti. E no último minuto do tempo regulamentar, Mitrovic deixou tudo igual.