quarta-feira, 12 de novembro de 2014

1º Ato - Atlético Mineiro 2 x 0 Cruzeiro: Caiu no horto...


A expectativa era enorme. ‘A maior decisão da história’ da Copa do Brasil começou hoje. E o Estádio Independência foi o palco do primeiro ato do confronto histórico entre os rivais mineiros. E apoiado pela massa, o Atlético foi vibrante, preciso, mortal e conseguiu abrir vantagem sobre um Cruzeiro que sentiu a intensidade e a inteligência tática do adversário.
A Raposa começou marcando a saída de bola alvinegra nos primeiros 5 minutos. Porém, quando conseguiu arrumar espaços e escapar da pressão celeste, o Galo foi fatal. Aos 8 minutos, Marcos Rocha foi preciso no cruzamento pela direita e o baixinho Luan se antecipou a marcação adversária e testou para o fundo das redes para inaugurar o marcador. Como mostrado no replay, o cabeludo atacante estava em condição irregular. Porém, não crucifico a arbitragem, já que foi um lance bastante complicado e, na dúvida, o bandeira seguiu a recomendação e foi “pró-ataque”. Ao invés de tantas reclamações em relação à arbitragem, os torcedores do Cruzeiro deveriam reclamar da falha da defesa. Deixaram Luan, com 1m70 aparecer sozinho e marcar o gol.

Durante a etapa inicial, o Atlético jogou muito pela direita, aproveitando a conhecida deficiência defensiva do paraguaio Samudio, titular graças à contusão de Egídio. Com a intensa movimentação e o revezamento entre Luan, Dátolo e Carlos por aquele setor do gramado, a marcação azul ficou confusa. Sem a bola, a equipe alvinegra se fechava em duas linhas de quatro e deixava o Cruzeiro sem opções para a troca de passes, que é uma das características marcantes da equipe de Marcelo Oliveira. Ricardo Goulart e Willian quase não pegaram na bola, enquanto Éverton Ribeiro e Marcelo Moreno até buscaram aparecer, mas foram pouco efetivos.


O retorno das equipes para o segundo tempo foi marcado por uma alteração no Cruzeiro. Saiu o jovem Lucas Silva, que não conseguiu qualificar a saída de bola celeste na etapa um, para a entrada do também volante Nílton. A Raposa melhorou, mas não foi efetiva ao ponto de furar a consistente marcação adversária. E não se pode ser irregular em clássicos, ainda mais numa final de campeonato.
Aos 13 minutos, novo gol alvinegro que contou com a participação de Marcos Rocha. O camisa 2 cobrou lateral para dentro da área e o atacante Carlos fez o papel de pivô ao escorar a bola para Jesús Dátolo. O argentino soltou a bomba para marcar o segundo gol e ampliar a vantagem atleticana.

As alterações de Marcelo Oliveira (Júlio Baptista e Dagoberto nas vagas de Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart) não surtiram efeito. Entraram fora de sintonia e conseguiram piorar a atuação celeste. O desgaste dos atletas da Raposa fica mais evidente a cada jogo, mas não diminui a grande atuação de Levir Culpi e seus comandados. O treinador do Atlético neutralizou o meio de campo do rival, travou as saídas em velocidade e obrigou o Cruzeiro a apostar em lançamentos longos e chutões, algo nada habitual para a equipe azul, sempre muito técnica. Desconfortável, o time celeste não foi nem sombra do brilhante time que agrada a todos.
 

Vale destacar a ótima partida do zagueiro Jemerson, cria da base atleticana. O defensor foi preciso para desarmar os adversários em diversas oportunidades. Datólo, mais uma vez, foi monstruoso. Fez a recomposição para auxiliar na defesa, buscou jogo no meio campo, armou jogadas, foi ponta de lança, e o mais importante: voltou a ser decisivo. Assim como o talismã Luan, que é um baixinho na estatura, mas um gigante jogando futebol.
Como o regulamento da Copa do Brasil prevê a manutenção da regra do gol qualificado (saldo de gols no campo adversário) na final, já que os rivais não jogarão no mesmo estádio, a vantagem do Atlético é enorme. Um tento anotado pelo Galo no Mineirão, obrigará o Cruzeiro a marcar 4 vezes. Apesar de estar próximo do clube alvinegro, o título segue em aberto. É uma placar possível de ser revertido, como o próprio Atlético Mineiro demonstrou nos últimos anos (e inclusive na atual edição da Copa do Brasil).

Será que o Clube Atlético Mineiro vai se firmar como Galo Forte, Vingador e Vencedor? Ou será que o Cruzeiro vai escrever mais páginas heroicas e imortais pelos gramados de Minas Gerais, como diz seu hino? A única certeza que temos é de que o dia 26 vai ser inesquecível para todos os amantes do futebol. O Mineirão vai tremer!



FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO MINEIRO 2 X 0 CRUZEIRO

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 12 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Emerson de Augusto Carvalho (SP) e Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Cartões amarelos: Josué (Atlético) e Samudio (Cruzeiro)

GOLS: Luan, aos 8 minutos do primeiro tempo, e Dátolo, aos 13 minutos do segundo tempo.

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué, Leandro Donizete e Dátolo; Luan (Marion), Diego Tardelli e Carlos.
Técnico: Levir Culpi

CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Léo, Bruno Rodrigo e Samudio; Henrique, Lucas Silva (Nílton), Éverton Ribeiro (Júlio Baptista), Ricardo Goulart (Dagoberto) e Willian; Marcelo Moreno.

Técnico: Marcelo Oliveira

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