A
expectativa era enorme. ‘A maior decisão da história’ da Copa do Brasil começou
hoje. E o Estádio Independência foi o palco do primeiro ato do confronto histórico
entre os rivais mineiros. E apoiado pela massa, o Atlético foi vibrante, preciso,
mortal e conseguiu abrir vantagem sobre um Cruzeiro que sentiu a intensidade e
a inteligência tática do adversário.
A
Raposa começou marcando a saída de bola alvinegra nos primeiros 5 minutos. Porém,
quando conseguiu arrumar espaços e escapar da pressão celeste, o Galo foi
fatal. Aos 8 minutos, Marcos Rocha foi preciso no cruzamento pela direita e o
baixinho Luan se antecipou a marcação adversária e testou para o fundo das
redes para inaugurar o marcador. Como mostrado no replay, o cabeludo atacante
estava em condição irregular. Porém, não crucifico a arbitragem, já que foi um
lance bastante complicado e, na dúvida, o bandeira seguiu a recomendação e foi “pró-ataque”.
Ao invés de tantas reclamações em relação à arbitragem, os torcedores do
Cruzeiro deveriam reclamar da falha da defesa. Deixaram Luan, com 1m70 aparecer
sozinho e marcar o gol.
Durante
a etapa inicial, o Atlético jogou muito pela direita, aproveitando a conhecida deficiência
defensiva do paraguaio Samudio, titular graças à contusão de Egídio. Com a
intensa movimentação e o revezamento entre Luan, Dátolo e Carlos por aquele
setor do gramado, a marcação azul ficou confusa. Sem a bola, a equipe alvinegra
se fechava em duas linhas de quatro e deixava o Cruzeiro sem opções para a
troca de passes, que é uma das características marcantes da equipe de Marcelo
Oliveira. Ricardo Goulart e Willian quase não pegaram na bola, enquanto Éverton
Ribeiro e Marcelo Moreno até buscaram aparecer, mas foram pouco efetivos.
O
retorno das equipes para o segundo tempo foi marcado por uma alteração no
Cruzeiro. Saiu o jovem Lucas Silva, que não conseguiu qualificar a saída de
bola celeste na etapa um, para a entrada do também volante Nílton. A Raposa
melhorou, mas não foi efetiva ao ponto de furar a consistente marcação
adversária. E não se pode ser irregular em clássicos, ainda mais numa final de
campeonato.
Aos
13 minutos, novo gol alvinegro que contou com a participação de Marcos Rocha. O
camisa 2 cobrou lateral para dentro da área e o atacante Carlos fez o papel de
pivô ao escorar a bola para Jesús Dátolo. O argentino soltou a bomba para
marcar o segundo gol e ampliar a vantagem atleticana.
As
alterações de Marcelo Oliveira (Júlio Baptista e Dagoberto nas vagas de Éverton
Ribeiro e Ricardo Goulart) não surtiram efeito. Entraram fora de sintonia e
conseguiram piorar a atuação celeste. O desgaste dos atletas da Raposa fica
mais evidente a cada jogo, mas não diminui a grande atuação de Levir Culpi e
seus comandados. O treinador do Atlético neutralizou o meio de campo do rival,
travou as saídas em velocidade e obrigou o Cruzeiro a apostar em lançamentos
longos e chutões, algo nada habitual para a equipe azul, sempre muito técnica. Desconfortável,
o time celeste não foi nem sombra do brilhante time que agrada a todos.
Vale
destacar a ótima partida do zagueiro Jemerson, cria da base atleticana. O
defensor foi preciso para desarmar os adversários em diversas oportunidades.
Datólo, mais uma vez, foi monstruoso. Fez a recomposição para auxiliar na
defesa, buscou jogo no meio campo, armou jogadas, foi ponta de lança, e o mais
importante: voltou a ser decisivo. Assim como o talismã Luan, que é um baixinho
na estatura, mas um gigante jogando futebol.
Como
o regulamento da Copa do Brasil prevê a manutenção da regra do gol qualificado (saldo
de gols no campo adversário) na final, já que os rivais não jogarão no mesmo
estádio, a vantagem do Atlético é enorme. Um tento anotado pelo Galo no
Mineirão, obrigará o Cruzeiro a marcar 4 vezes. Apesar de estar próximo do
clube alvinegro, o título segue em aberto. É uma placar possível de ser
revertido, como o próprio Atlético Mineiro demonstrou nos últimos anos (e
inclusive na atual edição da Copa do Brasil).
Será
que o Clube Atlético Mineiro vai se firmar como Galo Forte, Vingador e Vencedor?
Ou será que o Cruzeiro vai escrever mais páginas heroicas e imortais pelos
gramados de Minas Gerais, como diz seu hino? A única certeza que temos é de que
o dia 26 vai ser inesquecível para todos os amantes do futebol. O Mineirão vai
tremer!
FICHA
TÉCNICA:
ATLÉTICO MINEIRO 2 X 0 CRUZEIRO
ATLÉTICO MINEIRO 2 X 0 CRUZEIRO
Local: Estádio Independência, em Belo
Horizonte (MG)
Data: 12 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Emerson de Augusto Carvalho (SP) e Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Cartões amarelos: Josué (Atlético) e Samudio (Cruzeiro)
Data: 12 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Emerson de Augusto Carvalho (SP) e Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Cartões amarelos: Josué (Atlético) e Samudio (Cruzeiro)
GOLS: Luan, aos 8 minutos do primeiro tempo, e Dátolo, aos 13 minutos do segundo tempo.
ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo
Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué, Leandro Donizete e Dátolo; Luan
(Marion), Diego Tardelli e Carlos.
Técnico:
Levir Culpi
CRUZEIRO: Fábio; Mayke,
Léo, Bruno Rodrigo e Samudio; Henrique, Lucas Silva (Nílton), Éverton Ribeiro
(Júlio Baptista), Ricardo Goulart (Dagoberto) e Willian; Marcelo Moreno.
Técnico:
Marcelo Oliveira



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