quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O INACREDITÁVEL ATLÉTICO MINEIRO

        Após o gol do Flamengo aos 34 minutos do 1º tempo, eu já me preparava para começar a escrever esse texto. Iria fazer uma análise da eliminação atleticana em cima do gol perdido por Diego Tardelli, aos 31 minutos da primeira etapa. Fui muito pragmático, me esqueci completamente do esporte que sou apaixonado, do que ele representa e o que pode acontecer quando se trata de futebol. Para piorar, não me atentei que do outro lado do campo rubro-negro, aparecia o poderoso Atlético Mineiro, clube que por muitos anos ficou adormecido, que nos anos 80 tentou retornar, mas sucumbiu ao próprio Flamengo. Mas que em 2013, guiado pela fé e precisão tática de Cuca, do grande Ronaldinho Gaúcho e do determinado Tardelli, ascendeu novamente com o título da Libertadores. E de lá para cá, não tem jogo perdido, o improvável, o inacreditável, o futebol na sua essência veste preto e branco, canta de galo contra quem quer que seja.


        A partida em si teve basicamente o mesmo repertório das classificações da Libertadores, e também da última fase da Copa do Brasil, quando o Atlético bateu o Corinthians pelos mesmos 4 a 1. Empurrados pela massa atleticana, amassando o adversário, usando excessivamente as laterais. Léo e João Paulo sofreram com as insistentes investidas do endiabrado Luan e também de Maicosuel, Diego Tardelli e Carlos. Esse ataque do Galo é uma loucura, todo mundo corre, aparece, cruza, dribla. A insistência nas jogadas aéreas foi premiada no primeiro tempo com o gol de empate. Carlos completou o cruzamento Douglas Santos aos 41 minutos. A torcida que estava esfriada com o gol de Everton, acordou e esperou a segunda etapa com a esperança de mais uma virada.

          Pelo lado do Flamengo não consigo enxergar a culpa de Vanderlei Luxemburgo, talvez a entrada do garoto Matheus, mas nada que coloque no técnico a responsabilidade do desabamento vermelho e preto. No 2º tempo o Atlético continuou forte, e o Fla continuou recuado, excessivamente acuado. Aos 12 minutos, em linda jogada de Luan, Maicosuel empurrou a bola pra dentro do gol de Paulo Victor. A partir daí não se tinha mais nenhuma dúvida de que era possível mais uma virada. E ela veio, com o script que o torcedor atleticano conhece. Dátolo em um belo chute de fora da área fez o terceiro aos 36 minutos. Pronto, para terminar, mais uma bola cruzada na área, Diego Tardelli não conseguiu completar, mas Luan, o melhor em campo, aproveitou a sobra livre e sacramentou mais uma noite inacreditável do Galo, já se passavam 41 minutos. A partir daí, o Flamengo acusou o golpe, o nocaute estava selado, e o Atlético Mineiro Chegava à final da Copa do Brasil pela primeira vez.


        Esse 4 a 1 é diferente, pois todos sabem que depois do Cruzeiro, o maior rival atleticano é o Flamengo. Os jogos dos anos 1980 atormentavam os torcedores, a freguesia tinha que acabar, e foi mais uma vez de forma épica, como o Atlético vem se acostumando. Foi grande porque sacramentou a chegada a final para encarar o rival Celeste. Belo Horizonte acordará feliz, de todos os lados. Alvinegros e Azuis devem sonhar com os dois jogos dessa que deve ser a maior final da Copa do Brasil de todos os tempos. Para terminar, me permito acrescentar mais uma palavra ao tão bonito hino do Atlético Mineiro. CLUBE ATLÉTICO MINEIRO, GALO FORTE, VINGADOR E INACREDITÁVEL.

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 4 X 1 FLAMENGO

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 5 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília) 
Árbitro: Anderson Daronco (RS) 
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC)
Cartões amarelos: (Atlético-MG) Victor (Flamengo) Wallace, Cáceres, Everton, Elton 

GOLS: ATLÉTICO-MG: Carlos, aos 41 minutos do primeiro tempo; Maicosuel, aos 11, Dátolo, aos 36, e Luan, aos 39 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: Everton, aos 34 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué (Leandro Donizete), Dátolo e Maicosuel (Marion); Luan, Tardelli e Carlos (Dodô) 
Técnico: Levir Culpi

FLAMENGO: Paulo Victor, Léo, Chicão, Wallace e João Paulo; Cáceres, Márcio Araújo, Canteros e Everton (Mattheus); Nixon (Elton) e Eduardo da Silva (Luiz Antônio)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo




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