Após o gol do Flamengo aos 34 minutos do 1º
tempo, eu já me preparava para começar a escrever esse texto. Iria fazer uma
análise da eliminação atleticana em cima do gol perdido por Diego Tardelli, aos
31 minutos da primeira etapa. Fui muito pragmático, me esqueci completamente do
esporte que sou apaixonado, do que ele representa e o que pode acontecer quando
se trata de futebol. Para piorar, não me atentei que do outro lado do campo
rubro-negro, aparecia o poderoso Atlético Mineiro, clube que por muitos anos
ficou adormecido, que nos anos 80 tentou retornar, mas sucumbiu ao próprio
Flamengo. Mas que em 2013, guiado pela fé e precisão tática de Cuca, do grande
Ronaldinho Gaúcho e do determinado Tardelli, ascendeu novamente com o título da
Libertadores. E de lá para cá, não tem jogo perdido, o improvável, o
inacreditável, o futebol na sua essência veste preto e branco, canta de galo
contra quem quer que seja.
A partida em si teve
basicamente o mesmo repertório das classificações da Libertadores, e também da
última fase da Copa do Brasil, quando o Atlético bateu o Corinthians pelos
mesmos 4 a 1. Empurrados pela massa atleticana, amassando o adversário, usando
excessivamente as laterais. Léo e João Paulo sofreram com as insistentes
investidas do endiabrado Luan e também de Maicosuel, Diego Tardelli e Carlos.
Esse ataque do Galo é uma loucura, todo mundo corre, aparece, cruza, dribla. A
insistência nas jogadas aéreas foi premiada no primeiro tempo com o gol de
empate. Carlos completou o cruzamento Douglas Santos aos 41 minutos. A torcida
que estava esfriada com o gol de Everton, acordou e esperou a segunda etapa com
a esperança de mais uma virada.
Pelo lado do Flamengo não consigo
enxergar a culpa de Vanderlei Luxemburgo, talvez a entrada do garoto Matheus,
mas nada que coloque no técnico a responsabilidade do desabamento vermelho e
preto. No 2º tempo o Atlético continuou forte, e o Fla continuou recuado,
excessivamente acuado. Aos 12 minutos, em linda jogada de Luan, Maicosuel
empurrou a bola pra dentro do gol de Paulo Victor. A partir daí não se tinha
mais nenhuma dúvida de que era possível mais uma virada. E ela veio, com o
script que o torcedor atleticano conhece. Dátolo em um belo chute de fora da
área fez o terceiro aos 36 minutos. Pronto, para terminar, mais uma bola
cruzada na área, Diego Tardelli não conseguiu completar, mas Luan, o melhor em
campo, aproveitou a sobra livre e sacramentou mais uma noite inacreditável do
Galo, já se passavam 41 minutos. A partir daí, o Flamengo acusou o golpe, o
nocaute estava selado, e o Atlético Mineiro Chegava à final da Copa do Brasil
pela primeira vez.
Esse 4 a 1 é diferente, pois todos sabem que
depois do Cruzeiro, o maior rival atleticano é o Flamengo. Os jogos dos anos
1980 atormentavam os torcedores, a freguesia tinha que acabar, e foi mais uma
vez de forma épica, como o Atlético vem se acostumando. Foi grande porque
sacramentou a chegada a final para encarar o rival Celeste. Belo Horizonte acordará feliz, de todos os lados. Alvinegros e Azuis devem sonhar com os dois
jogos dessa que deve ser a maior final da Copa do Brasil de todos os tempos.
Para terminar, me permito acrescentar mais uma palavra ao tão bonito hino do
Atlético Mineiro. CLUBE ATLÉTICO MINEIRO, GALO FORTE, VINGADOR E INACREDITÁVEL.
FICHA
TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 4 X 1 FLAMENGO
ATLÉTICO-MG 4 X 1 FLAMENGO
Local: Estádio
Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 5 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC)
Cartões amarelos: (Atlético-MG) Victor (Flamengo) Wallace, Cáceres, Everton, Elton
Data: 5 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC)
Cartões amarelos: (Atlético-MG) Victor (Flamengo) Wallace, Cáceres, Everton, Elton
GOLS: ATLÉTICO-MG: Carlos, aos 41 minutos do primeiro tempo; Maicosuel, aos 11, Dátolo, aos 36, e Luan, aos 39 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: Everton, aos 34 minutos do primeiro tempo
ATLÉTICO-MG: Victor;
Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué (Leandro
Donizete), Dátolo e Maicosuel (Marion); Luan, Tardelli e Carlos (Dodô)
Técnico: Levir Culpi
Técnico: Levir Culpi
FLAMENGO: Paulo
Victor, Léo, Chicão, Wallace e João Paulo; Cáceres, Márcio Araújo, Canteros e
Everton (Mattheus); Nixon (Elton) e Eduardo da Silva (Luiz Antônio)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Técnico: Vanderlei Luxemburgo


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